sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Primeira impressão

 ‘ Estava no cemitério conversando mentalmente com a minha mãe e vi três meninos jogarem bola envolta de um túmulo. Que absurdo, pensei. Até descobrir que o túmulo era do irmão mais novo deles e estava servindo de goleiro daquela partida. Definitivamente preciso parar de julgar e com certeza, como a vida vale a pena! ‘
  Bom, eu tirei esse trecho de um livro maravilhoso que estava lendo: “Cheio de charme” da autora Marian Keynes. Achei absolutamente brilhante e de certa forma, pude perceber como podemos ser injustos. Muitas vezes julgamos sem necessidade, seja pela aparência, seja por alguma coisa dita... Nossa natureza é tentar entender as pessoas e por mais cruel que isso possa parecer, gostamos de achar defeitos nos outros, pois sabemos que somos cheios deles. Dessa forma, não nos sentimos tão culpados por ter defeitos, já que outras pessoas também têm.
  Quem nunca chegou em casa com uma nota baixa e falou pra mãe: “Mas mãe, todo mundo foi mal nessa prova”? Quem nunca se olhou no espelho e falou: “Nossa, eu tenho um monte de celulite, mas não importa, a Cameron Dias também”? Nos vemos tentados a mostrar que outras pessoas podem ter o mesmo defeito que nós, nos vemos tentados a descobrir os ‘podres’ dos outros para nos sentirmos melhores com os nossos próprios ‘podres’.
  O problema que ao fazer isso, digamos que automaticamente, podemos estar sendo muito injustos com as pessoas. Podemos perder grandes amigos por medo de nos aprofundar e os conhecer melhor. Perdemos grandes oportunidades de nos sentir verdadeiramente, melhor!

  O que importa não são as celulites, nem demonstrar que o outro também tem os mesmos defeitos que você. O que importa mesmo é você conseguir se olhar no espelho e gostar do que estar vendo. Não só na aparência, mas por dentro. Como anda seu caráter hoje? Como vai sua auto-estima? Como estão os seus planos para o futuro? Você tem capacidade de deitar no travesseiro sem se sentir culpado?

  Já parou pra pensar em quantas pessoas você magoou por tentar uma coisa estúpida? Pra se mostrar, talvez; por inveja, quem sabe; pra fazer parte do grupo, então... Quantas pessoas você decepcionou? Você enganou? Você brincou?
  Tentar demonstrar claramente os defeitos dos outros e apontá-los é a fuga dos seus próprios defeitos, a fuga do medo de outras pessoas saberem como você é, na realidade. Porque embora seja um absurdo, vivemos entre pessoas com maquiagem, com máscaras e por isso sentimos tanto medo de nos entregar. Porque hoje ele é seu amigo, amanhã puxa seu tapete. E em alguma oportunidade, por pior que seja, você fará o mesmo.
  Não sei por que o mundo virou como é hoje. Não sei por que tanto julgamento, tanto egoísmo. Experimente sair de casa um dia na sua vida sem reparar na roupa de outra pessoa ou nos erros de concordância dela. Experimente tentar focar um lado mais pessoal, procure saber o que ela é, como ela é por dentro. Talvez, ela seja uma dona de casa humilde, que batalha todos os dias para comer e dar o que comer a seus filhos. Talvez ele seja um jovem estudioso que disse não as drogas e que está tentando, persistindo por um futuro melhor. Estudando a noite, trabalhando o dia todo para pagar pelos estudos. Experimente conhecer antes de julgar. Sem clichê, sem máscaras, seja você e permita que a pessoa seja ela mesma. Ninguém está aqui para agradar ninguém!

2 comentários:

Ryan disse...

Brilhante.!

SNAKE MAIL disse...

For centuries, theologians have been explaining the unknowable in terms of the-not-worth-knowing.
No one is as angry as the person who is wrong.
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