quarta-feira, 23 de novembro de 2011

boa noite

Sou humana, erro e me sinto sozinha. Me decepciono como qualquer pessoa, aliás mesmo tendo ferro no sangue, eu não sou feita apenas desse material.
Não pedi para ser injustiçada, mas se a vida atendesse meus pedidos eu já saberia falar inglês, já seria uma famosa cronista, rica e Daniel e Robert seriam meus amigos próximos. Sem contar que a Emma faria meu próprio design de roupa. Só os fortes entederam os nomes!
Sou uma sonhadora fanática, mas não me iludo não. Hoje mais do que comprovado que eu prefiro me supreender do que me decepcionar.
Sou forte, tenho certeza disso. Mas por incrível que pareça, sou mais forte quando me armo com minhas fraquezas e minhas tristezas. O pior sentimento do mundo não é decepção, traição, nem nada disso. Pra mim, é a saudade. Porque se há saudade é porque há amor, há sentimento e mata querer estar perto de alguém que não se pode estar.
Às vezes, por incrível que pareça, quando me sinto mal, triste, sozinha ou desprotegida, eu rezo. Parece ser bobeira para os racionais ou desacreditados. Mas acreditem, é uma forma de desabafar, de não guardar tudo pra si.
Peço sabedoria, paz e sou sincera. Sincera com Ele, porque de qualquer forma, ele me conhece mais do que ninguém, certo?
Não ajoelho, nem nada do tipo. Eu converso. Converso sem obter resposta, quase como um monólogo, mas eu sinto que tem alguém olhando por mim. Me arrepio muitas vezes e por incrível que pareça, não sou religiosa de frequentar igrejas. Digo que sou católica porque acho mais fácil e não aceito pessoas desesperadas e fanáticas, sem contar as guerras por religião. Povo sem escrúpulos.
Mas, deixando de lado minha doutrina religiosa, meu conselho de hoje é não desanimar. Porque por mais desafios que você encontre ao longo do dia, um brilhante no final dele irá fazê-lo se sentir melhor.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

sábado, 8 de outubro de 2011

Quem não tem nenhum sentido que atire a primeira pedra!


O mundo é feito de sentidos, de respostas, de questões. O ser humano é movido a partir de sentido, de escolhas, de tentações e emoções.
Nos vimos pelos olhos de quem nos ama, olhos que trazem respeito, olhos que trazem chama. Nos vimos pelos olhos admirados dos pais, olhos que trazem orgulho, pálpebras que não se fecham, que nos protegem, que nos dão porto-seguro, que nos abriga no cais. Somos vistos por um milhão de pessoas nas redes sociais e julgados pelo que escrevemos, pelas fotos que postamos, por nossos instintos de mostrar quem somos e ah! Como nos mostramos sarcasticamente racionais! Entregamo-nos ao reflexo do espelho e nós mesmos nos vemos perdidos, sem saber por aonde ir, sem saber o que escolher. Nos vemos às vezes sombrios, às vezes cheios de certeza, mas sempre com ânsia de viver. E nos olhos do mundo somos mais um, que querem fazer a diferença como tantos outros, mas que jogam lixo no chão. Nos olhos Dele, somos amados, somos cuidados, sempre merecemos perdão!
No acolher, dentro do nosso tato somos encurralados, nos mostramos fortes, mas por dentro precisamos ser tocados. Precisamos da pele e de nos arrepiar, precisamos do braço forte, das mãos macias, precisamos de um descanso, do toque de quem ama e no fundo, o que importa mesmo é conseguir amar. Tememos nos mostrar fracos, quando nossa capacidade de força está em quem nos apegar. Tememos ser baixos, quando o que mais fazemos no mundo é trapacear. Tocar e acariciar não são sinais de fraqueza ou humilhação. Nossa pele precisa de carinho e nossa alma precisa que nossa mão esteja em constante movimento, esteja tocando, sentindo e aprendendo. Precisamos de atenção!
E sabe, sinceramente, ficamos confusos nesse mundo de informação. Tudo vem, tudo chega, não sabemos o que é ruim, o que é bom. Às vezes ouvimos besteiras, ouvimos mentiras, ouvimos de perto a traição. Mas também nossa audição apurada consegue de longe escutar um elogio, uma crítica construtiva, uma palavra de carinho, de compreensão. Ouvimos sussurros, carros, ouvimos o que nem deveríamos ouvir. Ouvimos as palavras mais doces, as mais azedas, ouvimos as gargalhadas que nos fazem sorrir. E é tão bom de escutar quando alguém que a gente ama diz um ‘eu te amo’ também. E quando ouvimos coisas que nos arrepiam, no pé do ouvido, que faz cócegas na nossa emoção? Ai que delícia de ouvir ofegante aquela respiração!
Agora, quem nunca sentiu de longe o cheirinho delicioso de uma fábrica ou loja de chocolates? Daqueles que adocicam a vida, que nos fazem entrar e ficar com água na boca de prazer. Os odores espalhados por aí que sentimos o tempo todo nos provam como somos movidos por constantes sentidos, sentidos de cheirar, ambição de querer. Os perfumes que ficam dentro das nossas mentes, aqueles que quando chegam perto já sabemos de quem é. O cheiro doce de uma noite quente, o cheiro de prazer entre um homem e uma mulher. E o olfato às vezes nos engana, sentimos um cheiro tão gostoso e na hora de provar, sempre nos decepciona. Não sei se vocês já passaram por isso, mas nunca te deu vontade de degustar um cheiro? E na hora que está prestes a matar sua necessidade, parecia mais como um veneno, mentiroso infame que nos engana e nos deixa na vontade! Queria só comer aquele cheiro, mas não consegui degustar aquilo de verdade. O cheiro inesquecível de milho, cheiro da comida da mamãe sendo preparada, cheiro de páscoa, de natal, de ano novo, de panetone, de champagne. O cheiro da infância, da terra, dos machucados que doíam, das rotinas estressantes. Cheiro das flores, da poluição ou o cheiro da praia e do mar. São as fragrâncias que nos tiram o medo, que nos movem, que nos deixam livres para voar! Odores inesquecíveis na memória, odores que enriquecem nossa experiência, nossa história!
  E agora, podemos falar de pecado e que tal a gula, esse pecado gostoso? Esse paladar fajuto que só escolhe comer o que vai para os piores lugares do nosso corpo, lugares proibidos que nos fazem engordar! Comemos tudo o que vemos e de repente, a fome se torna mais que um vício e chocolates e massas fazem parte do nosso dia-a-dia, tudo para o nosso estômago se alegrar! Sentimos o gosto do silêncio, que preciso admitir, às vezes vem em boa hora, às vezes é meio amargo. Sem contar que o gosto por si só nos diz muita coisa. Sentir o gosto do amor, sentir o gosto do nosso companheiro é extremamente prazeroso e como uma droga, nos deixa atordoados. Que paladar atrevido o nosso que se zanga com o azedo, se derrete em doce e adora um salgadinho.
E não adianta falar de sentido se não comentar um pouco de percepção, do sexto sentido, que faz todo sentido pra mim. O maior exemplo do sexto sentido é o de mãe, do coração. Quando mãe fala, não adianta não! “Leva casaco, vai esfriar”. Experimente não levar. E do nada, começa a nevar. “Não brinca aí, vai se machucar”. E três segundos depois, a criança já sai correndo, envergonhada e quando olha para a mãe, não aguenta e começa a chorar! A percepção é como prever o futuro, sem prever propriamente dito. Você sente, você percebe, você não se esquece do que está sentindo, às vezes é uma boa premonição. Às vezes você até se assusta quando sente o que está por vir. Mas isso ajuda ao pobre coração, porque percepção é a prova que nossos aguçados sentidos estão mais ariçados, pois são eles que nos conseguem nos fazer sentir!

sábado, 17 de setembro de 2011

Dia de cão !

  Como pode alguém viver um turbilhão de emoções no mesmo dia?
  Hoje, eu estive com a sensação de ter vivido todos os sentimentos que um ser humano pode viver.
  Acordei meio irritada por estar cedo e eu precisar trabalhar, meio mal humorada, com sono e dor de garganta. Cheguei no trabalho e humor permaneceu ali intacto, sem nenhuma mudança e fiquei ali esperando o dia se arrastar quando a gente precisa que ele passe correndo.
  Saí do trabalho e fui encontrar meu namorado, ainda toda irritada e mal humorada, mas tudo de repente se evaporou. O sorriso dele me fez mudar e como ação e reação, consequentemente meu sorriso também voltou. Por causa de uma palma, gargalhei, voltei a ficar de bem com a vida, comigo mesma e até em ritmo de sexta-feira.
  Cheguei em casa e relaxei. Deitei na cama, me estiquei, me espreguicei. Li uma parte de um livro, vi minha série do momento. Mas a hora já me dizia que era precisava estudar, colocar um pouco de técnica no meu talento.
  Toda elétrica entrei na sala de aula. Um pouco atrasada, reconheço, mas ainda poucos alunos lá dentro, fez diminuir minha culpa. Aos poucos, a sala foi enchendo e no decorrer da aula trocamos informações. Um exercício ficamos fazendo e fui aprendendo, me desenvolvendo e aceitando opiniões. Ao contrário do que muitos pensam, aceito muito bem outras ideias. Quando são inteligentes e possam me acrescentar. Aprendi com uma sábia que devemos andar com alguém do nosso lado ou na frente, se é que me entende, para podemos nos aprimorar!
  A aula foi passando, algumas coisas eu tive que ouvir. Fiquei meio intrigada, meio impaciente, meio que discuti. Não gosto das coisas erradas, nem de injustiça. E isso estava acontecendo na minha cara, não podia ficar queta apenas vendo. Falei, como sempre e fui julgada. As pessoas geralmente julgam você por você ser o que é. Ninguém tem coragem de mostrar a sua verdadeira cara e quando alguém tem coragem para mostrar, quem não tem fica se sentindo inferior, com medo e até mesmo menos homem ou mulher.
  Aceitei algumas coisas, resolvi ficar na minha. Melhor parar de discutir quando a gente vê que não leva em nenhum lugar. Continuei o que estava fazendo, fingindo que nada estava acontecendo e meu MSN resolveu piscar.
  Não aguentei e todo o terremoto fez eu me sentir fraca, doente. Tentei o dia todo não chorar. Mas ninguém entende que tenho minhas fraquezas, que não sou forte o tempo inteiro, que sou imperfeita, que sou gente. Me derrubei em lagrimas e saí da sala pra não atrapalhar.
  Noticias ruins chegam o tempo todo, mas muitas vezes me surpreende, noticias ruins nos faz pensar, nos colocam na realidade. Nossos problemas são comparativamente pequenos aos problemas ‘de verdade’. Somos verdadeiramente pequenos em frente a sociedade. Depois da mensagem do MSN, fiquei com medo, talvez apavorada traduza melhor, um pouco angustiada quem sabe. Tremi, chorei e corri pra achar uma luz. Nada, nem ninguém veio ao meu encontro e fiquei com o coração na mão. Decepção, esperei mesmo alguém ali. O telefone tocou e amenizou a noticia ruim. Mas estarei forte para quem precisa de mim, mentirei se necessário, caso eu precise nesse contexto. Vou abraçar, mesmo estando sozinha. Vou cuidar mesmo me sentindo desamparada; vou ajudar, mesmo quando eu mesma precisar de ajuda. A noticia, não poderei contar. Mas alguém nesse momento está sendo forte, me dando orgulho e com certeza, noticias boas virão, vai ficar tudo bem, tudo vai melhorar.
  Volto pra sala, trabalho sendo apresentado. Entro meio intrusa, falo o que tem que ser falado. Assisto o outro grupo, tudo numa boa.
  Nesse momento, a aula e o aprendizado me consumindo. Não fiquei mais preocupada com o dia que tive, com as emoções, com nada que estava sentindo.
  Outro trabalho, uma discussão. Acredito que algumas pessoas não tem responsabilidade e não saiba viver sob pressão. Mas uma coisa eu aprendi. Ser mais egoísta, bem mais egoísta vai me ajudar, vou pensar mesmo em mim. Acabo mesmo tendo que fazer uma coisinha aqui, outra ali. Tomo as dores de quem não merece, me corrôo por dentro, me faz mal ser movida desse jeito, um jeito que me amolece. Cinco minutos podem ser recompensados. Podem valer a pena no final. Mas ninguém compreende, ninguém entende, o que pode ser feito agora, valerá a pena no futuro, mas não.
  Outro dia que se passa, um dia de cão. Achei melhor escrever, desabafar. Textos saem ótimos quando me sinto meio assim. Faz falta ter alguém com quem conversar, alguém em quem eu posso me apoiar, alguém nesses momentos, apenas pra mim. Sinto falta da minha mãe, pelo menos com ela chegava em casa e tinha alguém pra perguntar como tinha sido meu dia, até sinto falta de brigar. Sei lá, acho que muitas vezes não estou mesmo preparada. Pra essa vida cheia de cobras, cheia de lobo em pele de cordeiro. Sinto que não tenho malícia o suficiente, nem força o bastante. Sou tão dependente, às vezes tão carente. Sou o cordeiro que às vezes é tão lobo quanto o profissional. Sou a cobra quando pisam no meu calo, mas me sentir sozinha talvez seja o pior das emoções de hoje. Meu namorado preencheu o espaço vazio que ficou, mas ele longe, dentro de mim um calabouço se transformou.
  Talvez eu esteja precisando mesmo descobrir quem eu sou, o que faço aqui e pra onde vou. Mas por enquanto, fico aqui escrevendo, te entretendo com meus textos e com meu humor.
  Fico aqui desabafando, me sentindo presa, mas tão livre que faz mal. Depois que passamos por dias como esses, devíamos ter troféus nos esperando, de um prêmio sobre como não enlouquecer. Como diz meu professor, a culpa é de ser libriana, é desse meu mapa astral. Que fica tranqüilo e sereno e depois as chamas voltam e voltam mesmo para aquecer!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Primeira impressão

 ‘ Estava no cemitério conversando mentalmente com a minha mãe e vi três meninos jogarem bola envolta de um túmulo. Que absurdo, pensei. Até descobrir que o túmulo era do irmão mais novo deles e estava servindo de goleiro daquela partida. Definitivamente preciso parar de julgar e com certeza, como a vida vale a pena! ‘
  Bom, eu tirei esse trecho de um livro maravilhoso que estava lendo: “Cheio de charme” da autora Marian Keynes. Achei absolutamente brilhante e de certa forma, pude perceber como podemos ser injustos. Muitas vezes julgamos sem necessidade, seja pela aparência, seja por alguma coisa dita... Nossa natureza é tentar entender as pessoas e por mais cruel que isso possa parecer, gostamos de achar defeitos nos outros, pois sabemos que somos cheios deles. Dessa forma, não nos sentimos tão culpados por ter defeitos, já que outras pessoas também têm.
  Quem nunca chegou em casa com uma nota baixa e falou pra mãe: “Mas mãe, todo mundo foi mal nessa prova”? Quem nunca se olhou no espelho e falou: “Nossa, eu tenho um monte de celulite, mas não importa, a Cameron Dias também”? Nos vemos tentados a mostrar que outras pessoas podem ter o mesmo defeito que nós, nos vemos tentados a descobrir os ‘podres’ dos outros para nos sentirmos melhores com os nossos próprios ‘podres’.
  O problema que ao fazer isso, digamos que automaticamente, podemos estar sendo muito injustos com as pessoas. Podemos perder grandes amigos por medo de nos aprofundar e os conhecer melhor. Perdemos grandes oportunidades de nos sentir verdadeiramente, melhor!

  O que importa não são as celulites, nem demonstrar que o outro também tem os mesmos defeitos que você. O que importa mesmo é você conseguir se olhar no espelho e gostar do que estar vendo. Não só na aparência, mas por dentro. Como anda seu caráter hoje? Como vai sua auto-estima? Como estão os seus planos para o futuro? Você tem capacidade de deitar no travesseiro sem se sentir culpado?

  Já parou pra pensar em quantas pessoas você magoou por tentar uma coisa estúpida? Pra se mostrar, talvez; por inveja, quem sabe; pra fazer parte do grupo, então... Quantas pessoas você decepcionou? Você enganou? Você brincou?
  Tentar demonstrar claramente os defeitos dos outros e apontá-los é a fuga dos seus próprios defeitos, a fuga do medo de outras pessoas saberem como você é, na realidade. Porque embora seja um absurdo, vivemos entre pessoas com maquiagem, com máscaras e por isso sentimos tanto medo de nos entregar. Porque hoje ele é seu amigo, amanhã puxa seu tapete. E em alguma oportunidade, por pior que seja, você fará o mesmo.
  Não sei por que o mundo virou como é hoje. Não sei por que tanto julgamento, tanto egoísmo. Experimente sair de casa um dia na sua vida sem reparar na roupa de outra pessoa ou nos erros de concordância dela. Experimente tentar focar um lado mais pessoal, procure saber o que ela é, como ela é por dentro. Talvez, ela seja uma dona de casa humilde, que batalha todos os dias para comer e dar o que comer a seus filhos. Talvez ele seja um jovem estudioso que disse não as drogas e que está tentando, persistindo por um futuro melhor. Estudando a noite, trabalhando o dia todo para pagar pelos estudos. Experimente conhecer antes de julgar. Sem clichê, sem máscaras, seja você e permita que a pessoa seja ela mesma. Ninguém está aqui para agradar ninguém!

domingo, 7 de agosto de 2011

'As pessoas podem esquecer o que você fez, o que você disse, mas nunca esquecerão o que você as fez sentir '

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

' As pessoas que amamos são aquelas que mais nos magoam,
porque esperamos que fossem perfeitas e esquecemos que são apenas humanos. '



quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Somos iguais!

‘Viver e não ter a vergonha de ser feliz’, esse é o raciocínio mais simples da humanidade, mas no final, quem é consegue não ter vergonha de si mesmo às vezes e conseguir viver feliz eternamente, sem o sofrimento que a vida nos impõe?
  Viver feliz é viver sem medo, é conseguir se arriscar. Não é fugir do sofrimento, mas encará-lo.
  Estava viajando pelo mundo da internet e descobri que muitos países estão realizando o ‘vivendo como iguais’ e tudo o que ouço das pessoas é a vontade de ser e parecer diferentes. Ser diferente não é exclusivamente estar diferente, porque se todos querem ser diferentes, então todos temos uma vontade igual.   E, perante a lei, somos iguais e sabem por quê? Porque no fundo, nossas vontades são iguais. Todos queremos ser respeitados, queremos amar, ser felizes, todos queremos reconhecimento pelo nosso caráter, reconhecimento profissional.

  A inclusão social é o objetivo dos governos espalhados pelo mundo. Os projetos criam a capacidade de melhor locomoção nas ruas por deficientes físicos, inclusão nos ônibus para cadeirantes, sinais em ‘Brille’ para deficientes visuais espalhados pelas ruas, avisando semáforos e avenidas principais. No Brasil, o projeto está sendo encaminhado pelas prefeituras e municípios e por lei, pelo menos 35% do transporte público deve ser equipado com pessoas treinadas, lugares e equipamentos disponíveis para deficientes físicos. Pode parecer pouco, mas imaginem que há tempos atrás nada disso existia e para essas pessoas, era sempre uma luta conseguir qualquer coisa que precisasse sair de casa.
  Os projetos beneficiam e criam em deficientes a imagem de que não são mais deficientes. Poder sair, se divertir e se comunicar com quem quer que seja, a hora que for, sem vergonha de estar no meio de pessoas que se dizem normais é um avanço e tanto. Sentir pena ou preconceito não melhora nossa vida e muito menos a deles, porque eles mesmos não são incapacitados, só tendem a precisar de uns recursos.


  Às vezes, colocar uma rampa no lugar de uma calçada pode não fazer diferença nenhuma para nós e nem é um rombo nos bancos públicos, mas garanto que qualquer cadeirante que passar por ali, vai se sentir aliviado de poder ter conseguido passar ali e daqui a algum tempo, também não fará diferença para eles, eles se sentirão tão acostumados a se locomover sem dificuldade pelas ruas, como nós.
  Essa história de ser diferente, especial ou coisa do tipo não é pertinente, já que queremos e sentimos muitas coisas e talvez, a maioria das coisas, muito parecidas. Eu posso querer ser jornalista e você médico. Mas ambos queremos uma profissão, o que nos torna iguais.
  Justiça não é olhar pro outro com desdém e tratá-lo como dependente ou ‘especial’ e sim, lutar por ele e com ele por um ideal maior. Um que nos torna completamente iguais, o respeito.
  Ser diferente não é usar uma roupa que não esteja na moda, ou pintar o cabelo de uma cor que nem foi fabricada. Ser diferente é ter medo de assumir as mesmas responsabilidades e vontades que outras pessoas que você julga inferiores têm.


  Não é uma qualidade lutar por diferença, mas sim lutar pra ter igualdade. Não são seus egoísmos que movem o mundo, são suas atitudes.
  Não seja diferente, seja igual, trate igual e faça a diferença. É disso que todos nós precisamos!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Você ou ele?

  Sem querer parecer clichê, mas realmente cada ação tem uma reação ... Cada atitude que tomamos reflete em algo para nós mesmo no amanhã e forçando ainda mais a barra, tudo que nos acontece serve para aprendermos algo.
  Pode deixar que eu não vou escrever apenas o que todos já sabem, mas fiquei pensando que mesmo quando lemos (como eu faço muitoo...) sobre algum assunto, nunca sabemos totalmente dele até vivermos a teoria. Isso se reflete na faculdade, por exemplo. Primeiros períodos são massantes, matérias escritas, teóricas, professores que não param de falar e você, gasta folhas e folhas do caderno pra anotar. Mas à medida que o tempo na faculdade passa, podemos perceber significativamente as mudanças nas aulas práticas. Os trabalhos passam a ser todos entregues depois de uma boa dor de cabeça e depois de muita luta e perseverança. Não é mais 'crtl c' 'crtl v' no google, é a experiência.
  Como num assalto, sempre lemos e vemos sobre o assunto e conhecemos bem, o que é um absurdo, mas quando vivemos, tudo passa a ser diferente. Você acaba por uma reação quase que imediata procurando o lugar mais longe da frente no ônibus, o mais longe das portas e de preferência na janela, pra ter tempo de esconder a bolsa, pelo menos. Você passa a ficar mais esperto, mais cuidadoso e infelizmente, eu admito, passa a desconfiar de cada pessoa mal encarada que entra no nosso admirável e seguro transporte público.


  Quando caímos, aprendemos a levantar sempre de cabeça erguida e com mais força na próxima queda, quando perdemos, aprendemos a valorizar muito mais a cada vitória. Quando nos despedimos, aprendemos que vale a pena aproveitar e relembrar cada momento. Quando choramos, valorizamos ainda mais os abraços, quando sofremos, aprendemos a ser mais fortes, mais persistentes e quando erramos, aprendemos que errar é sempre uma lição e que da próxima vez, saberemos com certeza a melhor atitude.
  Quando a gente se decepciona, aprende que confiar é uma questão de conhecer e passamos a tentar conhecer mais as pessoas antes de nos entregar completamente. Quando nos sentimos tristes, aprendemos que sempre depois daquela tempestade, vem o arco-íris, cheio de oportunidades, porque a cada porta fechada, novas duas janelas se abrem e basta estar atento à cada situação que a vida nos impõe.


  Acredito que não estamos numa vida apenas para sofrer, se magoar ou se decepcionar. Também estamos aqui para confiar, aprender e se dar ao luxo de se entregar. Porque não há nada mais sincero do que um abraço de amigo, um xingamento de irmão (que pode parecer algo terrível pra quem lê, mas irmãos não devem se mostrar que se gostam, pelo menos não enquanto seja cabível. Irmãos demonstram o quanto se gostam a partir de marcas roxas pelo corpo ou pelos xingamentos).
  Somos os verdadeiros donos de nossa vida e o destino é você mesmo quem faz. Tem dias piores que outros e nos piores dias devemos tentar respirar. Eu sei, é uma dificuldade passar por um dia em que tudo dá errado. Mas sempre há o pôr-do-sol. As 24h são eternas para quem quer e para mim, duram eternidades quando eu mesma me coloco pra baixo, penso em coisas negativas o dia todo. Porque caro amigo, esse negócio de pessimista é uma coisa sinistra do universo. Quando pensamos que algo vai dar errado, pode apostar que vai. Da pior maneira possível, vai. Aprendi isso com um sábio, mas mesmo assim ainda tenho meus momentos de 'aah, pelo amor de Deus. Eu nunca vou conseguir isso'. 'Hoje o dia está horrível e podem apostar que piora, porque comigo é sempre assim'. Não existe a Lei de Murphy minha gente, ela foi criada por nós mesmos para que pensamos que o universo conspira contra nós, quando nós mesmos é quem conspiramos.
  Não precisamos acordar todos os dias de bom humor, porque eu sou um bicho logo cedo, perguntem ao meu pai. Mas nós temos o poder de criar, de recriar e de fazer do dia, nosso dia, nosso momento, nossa oportunidade.
  Se alguém te colocar pra baixo, diga as milhares maneiras que você tem para estar por cima, fale no espelho suas qualidades. Às vezes, a modéstia é criada apenas para nos repreendermos e sermos injustos com nossas qualidades.


  Um dia eu escrevi aqui e vou repetir, se tudo está igual, mude. Nós somos a mudança que queremos ver. Tudo está ao nosso alcance, basta esticarmos um pouco o braço. Se alguém disser que é impossível, é mais um incentivo pra você provar que não é.
  Se já tivemos o prazer de nascer e de estar vivo, entre tantas pessoas inocentes que perdem a vida por aí, por que damos o luxo de reclamar de algo tão divino quanto a vida?
  Viver minha gente, esse é o melhor remédio. Quem não aproveitar hoje, não terá história para ser deixada depois. A vida é um livro, escrito por nós mesmos, em que o personagem principal será decidido por nós. Quem você quer que seja o protagonista da sua história? Você mesmo ou alguém que te empurra pra baixo?

domingo, 17 de julho de 2011

'Brasil, mostra a sua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim'

  Impotência, medo, raiva, desespero... Esses são os sentimentos de quem foi assaltado. Antes, eu só escrevia sobre eles, escrevia sobre o que via na televisão, sobre o número crescente de casos, sobre os dados que aparecem, apenas coisas que lia, que via de longe. Mas hoje foi diferente, porque eu vivi essa experiência horrorosa!
  Estava voltando pra casa, com meu irmão e com meu namorado, no ônibus. Tinha me divertido, o dia tinha sido ótimo. Quando dois moleques invadiram o ônibus que estávamos. No começo, ninguém entendeu muito bem o que estava acontecendo... Mas depois que o primeiro moleque gritou assalto, a minha ficha caiu. Meu irmão jogou minha bolsa debaixo do banco do ônibus, mas o vagabundo levou o celular dele, que por acaso, tinha sido um presente meu, já que agora estou trabalhando dignamente e pude finalmente pagar um celular pra ele e, também levaram o do meu namorado. Meu não levaram nada, mas fiquei com medo, me senti impotente.


  Sou uma pessoa que fala, que grita, que tenta ao máximo se expressar. Tento ao máximo fazer coisas diferentes, quero tentar mudar o mundo... E quando vi aqueles meninos, nem maiores de idade eram, portando arma, ameaçando o motorista, um homem honesto, que está tendo que trabalhar nesse horário, para pagar suas contas, num domingo... Sabe? Sabe a sensação que fica? Aquela de que não importa o quanto você luta no dia, sempre vai ter um filho da puta (desculpem o palavriado, não me conti) que vai tirar o que você dá valor...
  Lógico, eles não bateram em ninguém, nem ninguém saiu machucado. Mas e o medo agora de pegar ônibus? E o medo de sair a noite? E o pavor que fica só de pensar no que aconteceu? E se na próxima vez que isso for acontecer, eu não tiver tanta sorte? Infelizmente, essas coisas passam pela minha cabeça agora... Me desculpem a indelicadeza, a franqueza e a sinceridade, mas esse tipo de gente, merece morrer! Eu não me importo que esses imbecis não tiveram oportunidade, ou sei lá o que, todo mundo tem uma escolha. O que me importa é que eu trabalho, meu namorado trabalha, meu irmão vai trabalhar para conseguir as coisas dele. Não é justo tirarem nossas coisas e não merecerem punição, não é justo.
  Você não pode fazer nada, não pode gritar, dizer não quando pegarem suas coisas, não pode evitar isso. Assalto acontece o tempo todo, com todo mundo no Brasil. Pessoas são assaltadas, sequestradas, machucadas e mortas o tempo todo, mas por puro egoísmo, quando acontece com nós mesmos percebemos a gravidade da coisa.
  É impossível esquecer essa noite, ver como duas pessoas friamente tiram as coisas de outras que estão trabalhando todos os dias, acordando cedo, trânsito e passando por uma situação com essa. Não sei como tem coragem de fazer isso, de gritar e ameaçar um homem digno, de gritar com senhoras, tirar sapato, casaco e celular de quem trabalhou duro pra conseguir. Sinceramente, não sei como... Tentar entender uma coisa dessa é inadmissível, porque acabamos virando reféns desse tipo de coisa.
  Quando o assalto terminou, mais da metade das pessoas que estavam no ônibus saíram e não quiseram prestar queixa. Fiquei mais abismada ainda. Tudo bem, todos sabem que não iremos recuperar nossas coisas, mas se continuarmos ficando quetos, isso nunca vai acabar. Continuaremos vivendo esse tipo de coisa e passando por isso sempre. Eu, decidi que ia fazer o Boletim de Ocorrência e prestar queixa contra esses vagabundos, porque tem que começar de algum lugar. Quando chegamos na delegacia, tinham dois policiais e uma escrivã fazendo um flagrante de outra coisa e teríamos que esperar mais de duas horas para sermos atendidos.
  Aí eu pergunto: Acabamos de passar por um assalto, que é uma experiência horrível, o motorista foi ameaçado, as pessoas ficaram assustadas, eu, por exemplo, chorei de ódio. E quando chegamos na delegacia para prestar queixa, não temos policiais que nos atendam? Como isso pode ser possível? Não pagamos a merda dos impostos, OS ALTÍSSIMOS impostos todo dia, em cada produto, em cada conta, impostos específicos para termos saúde PRECÁRIA, educação de PÉSSIMA QUALIDADE e como pude perceber, uma SEGURANÇA falha. Um sistema que não muda, uma instituição que não cresce e enquanto isso, continuaremos perdendo nossas coisas conquistadas com suor, tendo que trabalhar com medo, ir se divertir com medo, não se pode mais sair de casa. Viramos os prisioneiros, viramos os bandidos. Temos que esconder nossas coisas para não ser xamariz de bandido, temos que nos esconder para não achar que temos cara de quem tem dinheiro e nos sequestrarem. Temos que ter coisas humildes, sair com roupas humildes para não correr o perigo de morrer por alguém que rouba para comprar droga, ter um casaco bonito, por alguém que tem preguiça de trabalhar, porque não encontramos assaltantes velhos, com problemas de saúde, que são impedidos de trabalhar. Só encontramos ladrões novos, safados, vagundos, que tem pique pra roubar, machucar e colocar medo, covardemente em pessoas inocentes.


  E quando precisamos da polícia, o que acontece? Piora nossa situação. Não temos com quem contar, não temos pra onde correr e nem podemos, senão seremos baleados.
  Temos que mudar isso, tem que começar por alguém, por algum lugar! É vergonhoso, é um absurdo, é uma falta de respeito, é um descaso total.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Você sabe meu nome, não minha história.
Você ouviu o que eu fiz, não o que eu passei !

sábado, 2 de julho de 2011

Na minha época...

  Já párou pra pensar que toda geração passada diz que sua época 'era' melhor do que a atual e a atual sempre se acha mais inteligente?
  Eu, como senhora que já sou, nos meus 19 anos de vida, acho que já sou suficientemente vivida para conversar com vocês, caros leitores, as coisas que 'na minha época' eram melhores do que as de hoje. Enquanto eu for listando, vai pensando. Se sua época também aconteceu esse tipo de coisa, você mesmo que está lendo esse texto, é velho também, desculpe a ofensa... Afinal, somos do século passado (minha mãe sempre faz o favor de brincar com isso).
  Mas enfim, na minha época, moda era andar igual as amigas, vestir as mesmas roupas, comprar os mesmos sapatos e desfilar por aí, hoje isso é ser brega, sem estilo ou personalidade própria e me mandariam fazer análise (juntamente com minhas amigas)... Na minha época, kinder ovo custava 1 real e coca de 2l não passava dos seus 2 reais, hoje preciso de empréstimo para comprar os dois.
  Na minha época, minha família se reunia pra assistir filme na televisão (da tela quente, porque só os ricos, muito ricos mesmo tinham tv a cabo e internet, nem pensava em existir para todos), hoje, as crianças nem pensam em assistir filme da tela quente, porque elas já tem decor, na tv a cabo, tudo vem primeiro e por isso, quando chega na globo, já tá enjoado... E internet, é a mania de todo mundo, ninguém vive sem uma rede social (nem eu, que hipócrita né?).


  Na minha época, eu torcia por futebol, hoje as pessoas matam por ele, literalmente. Eu brincava de boneca, de casinha, hoje as meninas já cuidam de filhos e tem suas próprias casas, em partes, quando não é a avó que acaba tomando conta. Na minha época, desenho animado era mudo ou tinha uma história engraçada, hoje tem violência, dura uma eternidade e sinceramente, são chatos. Tudo era brincadeira, brincava de pular corda, amarelinha, esconde-esconde. Hoje, se escondem cigarros, bebidas e drogas dos pais, sem falar em abortos.
  Eu andava de bicicleta, caía toda hora e minha mãe passava methiolate (e na época, ardia). Hoje, methiolate não arde, mas quase nem é mais vendido. As crianças pararam de brincar na rua. Até videogame interativo já criaram!


  Me divertia com palitinho, me acabava de dar risada com Tom e Jerry e nunca, nunca mesmo pensava em namorar. Hoje, se compete pra ver quem pega mais. Ia nas festas e dançava, ficava horas inventando passos combinados com as minhas amigas, mas repito, não pensava em namorar.
  Quando passei a pensar nessas coisas, escrevia cadernos e cadernos com letras de músicas românticas e era apaixonada por UM menino só, perdi meu B.v. (boca virgem) pensadamente, romanticamente e ainda fiz o menino me pagar uma coca depois (era bem barato na época), hoje com 10 anos já se beija na boca, qualquer um, vale ressaltar. Sem romantismo, sem nada. E eu tinha paixão platônica, vai saber...


  Eu era inocente, nem imaginava que a palavra sexo existia e sinceramente acreditava que meu pai tinha plantado sementinha na barriga da minha mãe, também não fui da época da cegonha né gente? Não vamos exagerar! Hoje, com seis anos, seu filho já sabe exatamente como foi que ele veio ao mundo, graças a grande 'interatividade'. Eu ouvia música triste e chorava, idolatrava Avril Lavigne e era casada com um personagem de filme, ai da minha mãe se falasse que ele não existia. Ai! Hoje, os pais obrigam a filha a se casar, para não perder a dignidade, já que engravidou e com 15 anos, já deixa de viver a vida pra cuidar de outra.


  Minha mãe ficava louca com o número de vezes que me levava pro hospital por ter quebrado o pé jogando taco na rua, quebrado o dedo por ter jogado bolinha de gude, quebrado a mão por ter pego o coleguinha no pega-pega, às vezes ela me assustava dizendo que ia me prender de vez em casa. Hoje, os adolescentes estão indo presos por tráfico, assalto ou presos em clínicas de reabilitação, pra deixaram o vício das drogas ou bebidas.
  Eu esperava meu pai chegar do trabalho pra me dar um kinder ovo (que era barato), pra brincar comigo e com meu irmão e adorava quando ele trazia Mc Donald's e toda minha família se sentava na mesa e comia. Hoje, com a pressa do dia-a-dia, eu tenho que comer no Mc Donald's porque estou atrasada pra faculdade ou porque estou cansada demais para preparar minha própria comida. E geralmente, como sozinha...
  Eu brincava no supermercado! E de novo, minha mãe enlouquecia. Eu e meu irmão corríamos entre as prateleiras, escondíamo-nos um do outro e nos divertíamos enquanto nossos pais faziam as coisas chatas de adulto, que era pensar na comida do mês e, quando aprendi a ler e escrever, eu escrevia a lista do mês e lia pra minha mãe quando íamos fazer compras. Eu me sentia tão útil... Hoje, nenhuma criança tem esse momento com os pais, ou elas vão ficar assistindo tv a cabo, ou jogando aqueles videogames, ou simplesmente conhecer o próximo assassino pedófilo que irá marcar o inocente encontro, o último 'encontro amoroso' da vida dela...


  Pois é gente, 'eu era feliz, sem saber e isso me revolta!'
 Acho que todos nós éramos!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

UM FENÔMENO, 14 ANOS DE HARRY POTTER !

  Como boa Jornalista, terei que ser ética e imparcial na minha profissão, ou seja, não tomar partido na notícia, não deixar clara minha posição na matéria. Mas hoje, esqueçam que eu exerço esse papel. O assunto que vou retratar agora é para mim, uma parte da minha história de vida, sem querer ser dramática ou coisa parecida. Fez parte da minha infância, da minha adolescência e de grande parte do que me tornei hoje como adulta!
  O ano? Era de 1997, primeiro livro que seria o sucesso de mais de uma década, foi publicado pela Editora Rocco no Brasil. Harry Potter e a Pedra Filosofal e no mesmo ano, a publicação de Harry Potter e a Câmara Secreta, Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban e no começo do ano seguinte, Harry Potter e o Cálice de Fogo! Ao total, são sete livros, Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e o Príncipe Mestiço e por fim, o último livro da série, Harry Potter e as Relíqueas da Morte.

 
  Dois anos depois da publicação do primeiro livro, em 1999, a escritora Joanne Kathleen Rowling vendeu direitos autorais para a Warnner Bros e o primeiro filme  foi  parar nas telonas de todo o mundo, literalmente. Arrecadou bilhões de dólares e até hoje, o primeiro foi o que mais rendeu bilheteria dentre os sete.
  Joanne Kathleen Rowling é a brilhante escritora britânica que criou a história magnífica de Harry Potter e com elas, conquistou comunidades inteiras de fãs. Seus livros foram traduzidos em 67 línguas e a maior tiragem ainda está com o primeiro. J.K., como é conhecida mundialmente coloca magia, imaginação, romance e literatura em seus periódicos, encantando à todos com sua narrativa e demonstrando sempre que o 'amor' e a 'amizade' estão acima de qualquer mal. No começo de sua luta para publicação de Harry Potter, todas as editorar britânicas se recusaram a publicar seus livros, até que a editora Bloomsbury resolve dar uma chance às histórias e torna-se mundialmente conhecida.


  Em Harry Potter e a Pedra Filosofal, a narrativa é mais voltada para o mundo infantil, é o começo de uma série que renderia milhões. Harry tem apenas 11 anos e se vê deslocado, mora com seus tios Petúnia e Valter  e com seu primo, Duda, que o tratam muito mal. Seus pais morreram pelo maior e mais temido bruxos das trevas, Lord Voldemort, a quem Harry derrotou quando ainda era um bebê, mas ele só descobre isso no decorrer do livro. Quando Hagrid o resgata da família de trouxas (quem não é bruxo) e o leva para a escola de magia e bruxaria de Hogworts, Harry se vê encantado com a magia e se apaixona pelo fantástico mundo que ele vai conhecendo aos poucos. É escolhido pelo chapéu seletor para entrar na Grifinória entre Sonserina, Corvinal e Lufa-lufa. E, faz grandes amizades com Ronald Weasley, que pertence à uma família grande de humildes bruxos, é inteligente e leal, mas também extremamente medroso e Hermione Granger, nascida no mundo trouxa, quando descobre que é bruxa, se enterra nos livros, aprende sobre cada feitiço e poção, possui uma inteligência admirável. Mas Harry também acaba arranjando uma inimizade com Draco Malfoy, um bruxo riquinho de família de sangue puro. Harry também entra para o time de quadribol da Grifinória e surpreende quando em seu primeiro jogo consegue capturar o pomo de ouro e dar a Grifinória a vitória contra Sonserina.
  A pedra filosofal é uma relíquea que pertence a Dumbledore, diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e um bruxo admirável e Nicolau Flamel. Os bruxinhos recém-chegados à escola suspeitam que o professor de poções, Snape esteja tentando roubá-la, quando na verdade, é o professor Quirrel, que abriga junto à ele, na parte de trás de sua cabeça, Lord Voldemort. O bruxo tenta pegar a pedra para ressussitar e tomar o controle do mundo da magia novamente, mas Harry e seus amigos o impedem, passando por plantas carnívoras (visgo do diabo), cão de três cabeças e um jogo de xadrez real.

 
  Em Harry Potter e a Câmara Secreta, Harry, Hermione e Ron estão com saudades um do outro e quando se veêm, ficam extremamente felizes. Esse é o ano da irmã mais nova de Ron entrar na escola, Ginna Weasley e acabar ajudando, mesmo que sem querer, Tom Riddle (nome trouxa de Lord Voldemort) à retornar, por meio dela, a escola e abrir uma Câmara Secreta que 50 anos atrás já havia sido aberta e matado uma garota (época em que Tom estudava na escola), mas que não foi pego. Em seu lugar, o inocente Hagrid pagou pelas consequências por abrigar uma aranha, Aragogue, onde os bruxos que o acusaram acharam que seria o monstro. Mas, dentro da câmara tem um basilisco (cobra gigante) que caça sangues-ruins (bruxos mestiços, nascidos em família trouxas) e Harry descobre que é ofidioglota (quem sabe falar a língua das cobras) em um duelo promovido pelo professor Gilderoy Lockart com o objetivo de conseguir ensinar aos alunos como se defenderem. O monstro da câmara petrifica várias vítimas, dentre elas Hermione Granger, que mesmo assim consegue mostrar a Harry e Ron quem é o monstro e como ele está agindo na escola. As vítimas de um basilisco só morrem se olharem diretamente para os olhos e quando veêm o reflexo, acabam sendo petrificadas. No final, Harry, Ron e o professor medroso e fajuto Gilderoy entram na câmara e Harry derrota o basilisco e destrói o diário de Tom, destruindo-o também e salvando a vida de Ginna. Folks (Fênix que renasce das cinzas ajuda Harry e cura seus ferimentos com lágrimas). Graças a professora Sprout, com mandrágoras (plantas que servem para fazerem poções para quem foi petrificado), todos os alunos petrificados voltaram ao normal.


  Já em Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban, Harry descobre que tem um padrinho vivo, Sirius Black, que está sendo procurado pelos guardas bruxos por ser um fugitivo da prisão de Askaban, que à príncipio teria denunciado à posição dos pais de Harry à Voldemort. Mas, no decorrer do filme, Harry, Ron e Hermione descobrem que o verdadeiro culpado é Perebas, ratinho de estimação de Ron que é um animago (bruxo que pode se transformar em algum animal) e seu nome verdadeiro é Pedro Pettigrew. No filme, Hagrid vira professor de trato de criaturas mágicas, Harry aprende a conjurar um feitiço para afastar dementadores (criaturas das trevas, guardiões da prisão de Askaban, que fazem com que as pessoas por perto se sintam imensamente tristes e as fazem reviver seus piores pesadelos) e, como eles estão afetando mais a Harry do que outros, o professor Remo Lupin (que é um lobisomen) o ensina com o feitiço que repele dementadores, "expecto patrono". Sirius consegue fugir, Harry fica muito feliz porque tem uma família, Hermione e Harry viajam no tempo e arrumam uma série de coisas que aconteceram.


  Em Harry Potter e o Cálice de Fogo, o Lord das trevas, Voldemort retorna ao mundo bruxo.
 No quarto ano acontece uma competição e, outras duas escolas são recebidas em Hogworts. A competição tem como objetivo escolher um campeão de cada escola, através do cálice de fogo para participar de uma série de tarefas envolvendo lógica, maturidade com magia e domínio de conhecimentos. Cedrico Diggory da Lufa-lufa é escolhido para ser campeão de Hogworts, a escola de magia e bruxaria de Beauxbatons, tem como campeã Fleur Delacour (uma veela, que são criaturas extremamente bonitas) e Durmstrang, tem como escolhido Vitor Krum (também jogador conhecido de quadribol da Bulgária). Mas, Harry também acaba sendo misteriosamente escolhido, mesmo sendo menor de idade. Um dos quesitos para ser campeão seria a maioridade, mas no final, descobre-se que Olho-Tonto-Moody, que na verdade, era Barty Crouch Jr., que havia tomado a poção polissuco (dá a quem o bebe a forma física de outra pessoa). Crouch Jr. se transforma no professor de defesa contra as artes das trevas, para estar dentro da escola e conseguir sabotar o cálice e fazendo com que Harry também fosse escolhido.
 Harry passa pelas três tarefas. A de pegar um ovo de dragão, de descobir o que fazer com esse ovo, salvando Ron da água e a de passar pelo labirinto, cheio de difíceis obstáculos. Mas o troféu vira uma chave de portal e como Harry e Cedrico o tocam juntos, os dois são transportados para um labirinto. Cedrico morre e Voldemort, com a ajuda do sangue de Harry, retorna. Nesse ano, Harry, Ron e Hermione estão mais seguros como bruxos e mais maduros como pessoas. Acontecem as primeiras paqueras no baile de inverno e pela primeira vez, Hermione se arruma, fica linda e se diverte como uma garota, deixando seus amigos de queixo caído, porque nenhum deles lembra de convidá-la para o baile e quem acaba fazendo isso, é nada mais, nada menos que o bruxo mais cobiçado, Vitor Krum.


  No quinto ano da série, Harry Potter e a Ordem da Fênix, todos desconfiam da palavra de Harry e durante a trama toda ele é julgado, desrespeitado e chamado várias vezes de mentiroso. Ninguém acredita que Voldemort voltou e Harry permanece confiante em seu julgamento. Apenas seus amigos mais próximos acreditam nele. Harry faz uma nova amizade com Luna Lovegood, doce, meiga e inocente. Acredita em criaturas mágicas das mais diversas e está sempre de bom humor.
  A ordem da Fênix é uma brigada dos bruxos do bem, que querem derrotar Voldemort. Na época em que o temido bruxo estava no auge, a ordem da fênix estava tentando proteger os mais fracos das garras do mal. E quando o Lord das Trevas volta, a Ordem também retorna. O lugar de reunião é cedido por Sirius, que é morto no final por Belatrix Lestrange, a bruxa mais asquerosa do mundo da magia.
  Com medo de ser derrotado, o ministro da magia Cornélio Fudge coloca como professora de defesa contra as artes das trevas, uma bruxa chamada Dolores Umbridge, que faz da vida dos alunos 'desobedientes' um inferno. Todos que vão contra sua palavra, fazem alguma coisa de errado, são castigados por ela e Harry não fica de fora dessa. Para conseguirem se manter firmes, Herminone organiza uma reunião com alguns alunos, para que Harry comece a dar aulas para eles, ensinarem a se defender das trevas e, é criada a 'Armada de Dumbledore'. Harry dá aulas numa sala que só pode ser vista quando alguém precisa de alguma coisa e todos os 'alunos' de Harry pensam a mesma coisa para conseguirem entrar na sala: se defender. Harry ajuda Nevil Longboton a fazer alguns feitiços, Ron e Hermione a praticarem, ensinam a muitos como conjurar seus patronos, ele se torna um ótimo professor nessas reuniões, mas Umbridge descobre e todos passam a cumprir detenções. Os irmãos gêmeos Fred e Jorge Weasley fogem da escola, de uma maneira bem única e abrem uma loja com artefatos para diversão. Harry dá seu primeiro beijo em Cho Chang. Hagrid descobre que tem um meio irmão mais novo, mas o mais importante é que pela primeira vez, bruxos e bruxas aparecem lutando entre si, o bem contra o mal e, uma profecia é revelada: 'Um não pode viver, enquanto o outro estiver vivo' e todos veêm que Voldemort voltou.

 
  Em Harry Potter e o príncipe mestiço, Harry encontra um livro de poções e passa a usá-lo, virando o melhor aluno da matéria que mais odiava, o livro tem uma série de anotações pessoais de quem o possui e todas as poções que Harry faz utilizando as técnicas do livro dão certo, esse livro pertencia ao príncipe mestiço, revelado como o Snape no final do livro, que também assassina o professor Dumbledore, no lugar de Malfoy, como deveria ter sido.
 Dumbledore se reune com Harry algumas vezes na semana para mostrar o que sabe, contar a história de Voldemort, desde sua infância até os dias atuais, o professor passa tudo o que sabe sobre o lord das trevas para que Harry fique interado da vida de seu principal oponente e não seja surpreendido. Harry se sente um pouco pressionado com o segredo revelado, ter que matar Voldemort deixa Harry muito apreensivo. Entretanto, com o conhecimento do professor Dumbledore sobre o bruxo, ele descobre que o Voldemort possuía horcruxes, ou seja, pedaços de alma em objetos. Para se obter uma horcrux, o bruxo precisa matar um inocente, para que sua alma se parta e faça com que consiga penetrar o objeto. Dessa forma, enquanto houver horcruxes de Voldemort, ele nunca poderá morrer e o professor Dumbledore tenta descobrir com Harry quais são e onde estão localizadas. Só descobrem uma, o medalhão de Sonserina, mas que não serve pra nada, porque é um falso, outra pessoa R.A.B. teria o tirado antes.
  Harry vê outra pessoa querida morrendo e se desespera com o medo, já que Dumbledore seria o único que poderia deter Voldemort. Mas, mais uma vez, seus amigos o mostram que ele está errado e que juntos, eles irão conseguir destruir e achar essas horcruxes e matar LORD VOLDEMORT de uma vez por todas.


  Como jogada de marketing e para faturar mais ainda com o filme, a Warner decidiu que o último filme da série fosse dividido em duas partes. A primeira parte, teve sua estréia em 19 de novembro de 2010 no Brasil e arrecadou mais de 50 milhões de dólares apenas nos Estados Unidos em seu primeiro final de semana de estreia. E a segunda parte está estimada em arrecadação tripla, já que disponibilizarão mais salas e o último filme também será exibido em 3D, onde os ingressos saem mais caros. A estreia no Brasil será dia 15 de julho de 2011 e a expectativa dos fãs gera debates em toda a internet. Redes sociais como o Twitter, que tem como ajuda os tags para saber dos assuntos mais comentados, na semana que faltaria um mês para a estreia de Harry Potter, o assunto ficou nos mais vistos durante 9 dias, com os tags #HarryPotter ou #HP no Brasil. Em outras redes sociais, como o Orkut, já aparecem comunidades com mais de um milhão de fãs com os mais curiosos textos: 'sempre fã de harry potter', 'harry potter é eterno', 'minha infância, harry potter', e até mesmo 'harry potter e as relíqueas da morte parte II, EU VOU'.


 
  Mas, vamos lá. Se você está lendo esse blog, ainda não leu o livro e quer esperar para saber o que acontece apenas quando vê o filme, então pára de ler agora. Vou contar!
  Bom, é o primeiro livro/ filme que Harry não vai para Hogworts estudar, nem começa na casa de seus tios. Ele está em uma missão, uma difícil missão que pode valer mais vidas de pessoas que ele gosta e a dele próprio!
  A busca para achar as horcruxes não páram. A primeira a ser destruída (por Ron) é o medalhão de Sonserina, isso já passou no primeiro filme. Lembrando que o diário de Tom também foi uma horcrux e destruída por Harry no segundo filme.
  Dobby morre, Ron foge, briga com Harry, mas depois retorna. Jorge se machuca, Jorge morre, Belatrix morre. Hagrid continua bem, com seu irmão.
  As horcruxes, para quem não sabe:
1) Diário de Tom Riddle (destruído por Harry na câmara secreta)
2) Anel de Servollo (avô de Tom, é também conhecida como a pedra da ressureição, uma relíquea da Morte, é destruída por Dumbledore)
3) Medalhão de Sonserina (destruído por Ron)
4) Taça de Lufa-lufa (destruído por Hermione)
5) Cobra Naginni (bicho de estimação de Voldemort, é destruída por Nevil)
6) Diadema de Corvinal (destruído por Crabbe, na sala Precisa, sem querer, numa luta)
7) Harry Potter (essa Voldemort não queria que tivesse acontecido, logicamente. Mas quando os pais de Harry foi morto e Harry sobreviveu com sua cicatriz, Voldemort acabou criando nele uma outra horcrux. Sendo assim, quando Voldemort finalmente mata Harry e todos acham que ele realmente morre, ele só mata a alma dele próprio, destruindo todas as hrocruxes e a ele próprio)


  Harry casa-se com Ginna, eles tem filhos, Hermione e Ron se casam também. Harry vira professor de defesa contra as artes das trevas em Hogworts e Hermione e Ron viram aurores (como se fossem policiais, mas no mundo bruxo).
  Não é apenas uma história de ficção, é uma história de vida. Para que fique claro que sempre vale a pena lutar por amigos, por um princípio. Mesmo que às vezes, pareça impossível, se houver esperança, força de vontade e determinação, tudo se consegue. Harry Potter é um clássico imortal da Literatura inglesa e mesmo tendo seu final, deixará a todos que são fãs uma maravilhosa lembrança dessa admirável história, que no começo, era só para fazer crianças dormirem e hoje, virou um clássico, um inesquecível e memorável clássico. Ninguém que viveu nessa última década pode dizer que nunca ouviu falar de Harry Potter. Mesmo que não seja fã, mesmo que não tenha lido ou assistido nenhum filme, sabe o que é. ' Aah, é aquele bruxinho?'
  Sim caros leitores, é aquele bruxinho que ficará eternamente gravado em mim, na minha vida, na minha história. Sentirei saudade de esperar pelo próximo livro, de ansiar pelo próximo filme e sair xingando depois que vi, mas ver mais vezes, comprar e colecionar o DVD's, os pôsteres, as capas das revistas, as entrevistas com a autora, com os atores... Para mim, Harry Potter é inesquecível. Até já fui casada com um dos personagens, quando era criança e, como chorei na morte dele, Cedrico Diggory.
  É gente, para finalizar, Harry Potter terá seu desfecho no dia 15 de julho de 2011 e eu estarei lá, mais uma vez, com o ingresso comprado, com as lágrimas nos olhos, com a emoção do livro/filme que fez parte da minha vida!