De Dia, a
rotina segue a risca.
À noite, o
trânsito e a insegurança predominam.
O cansaço
faz automaticamente a televisão ligar,
“Não existe
amor em SP” mostra como a mídia sabe manipular.
No escuro,
só há a ignorância,
Mas os 0.20
centavos mudaram a história. Uma história de perseverança.
Bombas de
gás quiseram cegar a visão,
Balas de
borracha tentaram apagar ideologias.
Em São
Paulo, a violência fascista foi recebida por “Nãos”!
E dentro das
escolas, os professores tentaram explicar com filosofias.
Um povo
heroico se uniu, um governo corrupto se entregou,
A PEC 37
caiu e, o preço da passagem em todo o país abaixou.
De segunda à
quinta, vimos mudanças.
A mídia,
depois de muita crítica, começou a “apoiar” a população,
Nos olhos
das crianças nas ruas, uma esperança.
E o povo
gritava por melhorias no transporte, mais educação e sem corrupção.
Uma só voz
nas ruas, nas avenidas, em todo o Brasil,
O simbolismo
do abraço no Congresso em Brasília, de Norte a Sul do país com multidões.
O hino
nacional sendo cantado, o rosto de todos de verde e amarelo pintado, o povo
sorriu.
“Queremos
justiça, nossos direitos, é a nossa hora de soltar rojões”.
O gigante
acordou, vem pra rua o povo chamava!
A pátria
voltando a ser amada, nem era carnaval ou futebol e mesmo assim o mundo nos
olhava.
“Somos o
futuro da Nação”,
Chega de abuso,
o poder está em nossas mãos!
Que tempos
são esses que o óbvio temos que defender?
Que tempos
são esses que até mesmo a internet é vigiada?
Vimos atropelamentos,
quedas, violência e abuso de poder.
Vimos nossos
jovens lutando pela melhoria dessa “pátria amada e idolatrada”, com uma
ditadura disfarçada.
Muito fogo,
vandalismo, uma verdadeira guerra.
Oportunistas,
bandeiras de partido rasgadas, gente querendo se aproveitar.
Mas o povo
decidiu lutar por essa terra,
E vamos
mudar o Brasil, ou o país vai parar!
Ronaldo e
Pelé, “calados vocês são poetas”, tenho certeza,
O Brasil não
precisa de estádios, mas também não precisa de vocês e suas facetas.
Não queremos
receber a Copa do Mundo e nem vencer a Copa das Confederações.
Paramos de
gritar por gols e, vamos continuar gritando nas manifestações!
