quinta-feira, 7 de maio de 2009

Mãe: Uma Obra de Deus !

A primeira respiração de uma criança vem seguida de um choro estridente, na sala do parto. Ela só consegue se acalmar quando o seu rostinho toca o de sua mãe, que se sente feliz e realizada.
Desde o nascimento, a primeira palavra, o primeiro passinho, apresentações teatrais, as formaturas, as conquistas e as derrotas, sempre é a mãe quem está ali, acompanhando tudo de perto, se emocionando, torcendo e apoiando, mas também brigando e ensinando.
A mãe é uma divergência de sentimentos e atitudes. Ela é totalmente emotiva, com absolutamente cada conquista de seu filho; é extremamente irracional, quando este precisa de sua ajuda e não há tempo para pensar; é incrivelmente forte, quando carrega a criança no colo, sua mochilinha, a bolsa, de salto alto no ônibus; é curiosamente paciente, professora, amiga, média, conselheira; ah! E sabe o futuro, pois toda mãe vem equipada com o sexto sentido, as intuições.
É impressionante como é a relação da mãe com seu filho. Ela sabe o que ele sente apenas vendo seus olhos; ela descobre todos os seus segredos e escapadas; ela conhece como ninguém seu ponto fraco e admira como ninguém seu ponto forte.
É incomparável o carinho tão gostoso, o abraço tão quente, o sorriso tão doce e o aperto tão aconchegante de uma mãe.
É incondicional o amor que ela sente, pois mesmo estando nervosa, consegue abraçar; mesmo feliz, ela chora; mesmo decepcionada, perdoa; mesmo fracassando, ela incentiva; mesmo triste, sorri!
Mãe é inigualável, incomparável e inexplicável.
A tarefa mais difícil é a de ser mãe, porque é um trabalho excessivo, que exige tempo integral. Não há remuneração, décimo terceiro, nem férias. O único reconhecimento e objetivo de uma mãe é, sem dúvida, a felicidade de seu filho.
Portanto, a todas elas: Um Feliz Dia das Mães, afinal, o amor de uma mãe é o combustível que capacita um ser humano comum a fazer o impossível.


terça-feira, 5 de maio de 2009

O melhor amigo do homem !

Seu Osvaldo Francisco da Motta é um homem honesto, que tem 46 anos e uma disposição de 25. Ele sofre de depressão e graves problemas cardíacos, mas sempre tenta estar de bom humor, apensar da vida sofrida. Hoje, mora sozinho em um bairro carente na grande São Paulo, mas já foi casado e tem um filho, seu maior problema. Leandro Costa da Motta tem 20 anos e mora com a mãe, Dona Elza Costa da Silva de 38 anos.
Leandro é viciado em drogas e agride os pais sem esforço para arrancar-lhes dinheiro e sustentar seu vício. Começou com 12 anos e hoje usa drogas mais pesadas.
O problema é que seu Osvaldo não tem muito dinheiro. Ele trabalha duro em um dos centros comerciais mais conhecidos de São Paulo, a rua 25 de março. Sua rotina é cansativa, porque sai de casa às cinco da manhã e só volta onze da noite, já que o trânsito não tira férias.
Há três anos que seu Osvaldo não vê o filho, só manda mensalmente uma quantia em dinheiro.
Em um belo dia de sol, seu Osvaldo se deparou com uma cena que lhe cortou o coração, em seu trabalho. Quatro adolescentes espancando um cachorrinho. Seu Osvaldo indignado foi ajudar o animal que mal conseguia se mexer e mandou os adolescentes irem embora.
Lata, como o animal é conhecido pelos comerciantes é um vira-lata grande e forte, de mais ou menos um ano de idade, mas maltratado. Nesse dia então, estava sangrando muito e com as patinhas e olhos muito machucados. Foi quando seu Osvaldo decidiu levar o animal para sua casa. Naquele dia, sua vida iria mudar.
Chegando em casa, pegou logo uns cobertores e panos para arrumar um lugar para seu novo amigo. Lata tomou banho, recebeu cuidados especiais nos machucados, se alimentou com uma reforçada sopa de legumes feita especialmente para ele.
E assim, os dias foram se passando. Lata já estava muito bem e tornou-se o melhor amigo de seu Osvaldo. Lata o acompanhava todos os dias até o ponto e ia buscá-lo quando desse o horário, que ele já sabia perfeitamente. Os dois eram inseparáveis e seu Osvaldo estava muito feliz.
Dois anos se passaram, quando num sábado seu Osvaldo levou seu melhor amigo para dar um passeio até o parque Ibirapuera. Os dois se divertiram muito! Chegando em casa, seu Osvaldo se surpreendeu. Sua casa estava toda revirada, bagunçada e alguns objetos estavam quebrados no chão. Procurando explicações, seu Osvaldo correu para seu quarto, onde encontrou o filho com um amigo. Quis entender o motivo daquela bagunça e o filho explicou que precisava de dinheiro. Seu Osvaldo se recusou a dar o dinheiro ao filho, pois já havia mandado a quantia do mês e o que restava era de contas e comida. Leandro com raiva continuou quebrando o que via pela frente e tirou do bolso uma arma. Assustado, seu amigo foi embora com medo que algum desastre pudesse acontecer e ele recebesse a culpa.
Sem saber o que fazer para acalmar o filho, seu Osvaldo tenta chegar perto, mas imediatamente Leandro grita mandando que se afastasse. Depois de muitos gritos, Leandro começa agredir seu pai, com socos e chutes. Mas Lata assiste a cena com raiva e ataca Leandro, lhe mordendo e dando rosnados violentos de raiva. Leandro, então vai embora e Lata vai ver como seu Osvaldo está.
Nunca mais Leandro procurou pelo pai e quatro meses depois, foi preso por assaltar uma casa à mão armada.
Doze anos se passaram quando seu Osvaldo começou a passar muito mal. Lata foi até o vizinho, que chamou sua ex-mulher e uma ambulância. Antes de fechar os olhos, seu Osvaldo pediu:
- Por favor, cuide de meu amigo. Não deixe lhe faltar comida nem amor, porque ele sempre me salvou nos meus piores momentos de dor!
Depois se virou para Lata e disse: - Obrigado por me fazer viver!
Sua última lágrima caiu e seu Osvaldo faleceu. Porém, todos os dias Lata espera seu melhor amigo no ponto de ônibus!